Djavan - O musical: Vidas pra contar

Djavan - O musical: Vidas pra contar

“Djavan – O Musical: Vidas pra contar” celebra vida e obra do artista alagoano 


Protagonizado pelo mineiro Raphael Elias, espetáculo idealizado por Gustavo Nunes e com direção de João Fonseca restreia no Rio de Janeiro, no dia 8 de janeiro, desde de 2 temporadas de sucesso e uma turnê.


 

A partir de 8 de janeiro, o Teatro Claro Mais (RJ), recebe a reestreia de “Djavan - O Musical: Vidas pra contar”, espetáculo que homenageia a trajetória e a obra do cantor e compositor alagoano. Idealizado por Gustavo Nunes, com direção artística de João Fonseca e texto de Patrícia Andrade e Rodrigo França, o projeto narra a caminhada de um dos artistas mais importantes da música brasileira. 

“Djavan - O Musical: Vidas pra contar” é uma produção da Turbilhão de Ideias e uma realização da Nove Produções, apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Caixa Vida e Previdência, com apoio da Caixa Seguridade.

Segundo Gustavo Nunes, “a vasta obra de Djavan, um dos maiores gênios da música brasileira de todos os tempos, merece ser contada nos palcos, não só por sua poesia e musicalidade, como também por servir de inspiração como sinônimo de perseverança e determinação. Djavan reúne beleza, poesia e musicalidade em todas suas composições. Nosso musical bebe dessa fonte pra trazer ao público um espetáculo pulsante, cheio de brasilidade e emoção.”

Com cerca de duas horas de duração, a montagem percorre a vida de Djavan desde a infância em Maceió até sua consolidação como compositor, cantor e músico de destaque. A direção musical é assinada por João Viana, filho do homenageado, e Fernando Nunes, músicos com vasta experiência no cenário musical brasileiro. O repertório inclui canções que marcaram a carreira do cantor, além de faixas menos conhecidas que ajudam a compor o retrato de sua obra.

Escolhido entre mais de 250 artistas, o ator Raphael Elias, de 30 anos, natural de Divinópolis (MG), foi selecionado para interpretar Djavan em diferentes fases da vida. A escolha de Raphael é carregada de significados: negro, vindo do interior de Minas, o ator trilhou um caminho artístico movido pela paixão e incentivado pela mãe, enfrentando desafios financeiros e estruturais para, enfim, ocupar seu primeiro papel de destaque em uma grande produção nacional. 

Ao lado dele, o elenco reúne intérpretes que transitam por diversos personagens ao longo da montagem, representando figuras da vida pessoal do cantor e grandes nomes da música brasileira.

Marcela Rodrigues vive Dona Virgínia, mãe de Djavan; Ester Freitas interpreta Djanira, sua irmã; e Alexandre Mitre dá vida a Djacir, seu irmão mais velho. Eline Porto assume o papel de Aparecida, ex-mulher do artista. Aline Deluna é Maria BethâniaErika Affonso vive AlcioneGab Lara interpreta Chico BuarqueTom Karabachian dá voz a Caetano VelosoWalerie Gondim é Gal Costa e Rafaela, atual esposa de Djavan, e Milton Filho representa Elegbara, entidade afro-brasileira simbólica na narrativa. Douglas Netto, ator substituto de Raphael, também interpreta diversos personagens ao longo da trama — assim como todo o elenco, que se desdobra em múltiplos papéis para compor a rede afetiva e artística do homenageado.

A montagem combina música, teatro e dança para retratar episódios pessoais e profissionais de Djavan, abordando momentos decisivos e os caminhos trilhados pelo artista ao longo dos anos. Cenografia, figurinos, iluminação e coreografias são concebidos para evocar o universo estético de Djavan, cuja obra transita entre samba, jazz, pop e ritmos afro-brasileiros. Arranjos cuidadosos e uma encenação que valoriza a força de suas composições reafirmam a originalidade e a relevância de um repertório que segue influenciando gerações.

“Djavan é Djavan. Ele é de todos, ele é samba, ele é forró, ele é Gonzaga, ele é jazz. Falar de um artista nordestino, negro, vivo, é uma responsabilidade enorme, mas também é uma alegria sem tamanho. A gente está construindo essa história com muito respeito, com liberdade cênica, mas também com cuidado para que cada detalhe, cada sotaque, cada música fale a verdade dele.”, diz João Fonseca.
 

Classificação

12 Anos

Horário

Qui 20h | Sex 20h | Sáb 16h30 e 20h30 | Dom 18h

Data

Curta temporada